Plataforma Em Defesa do SNS toma posição

Hospitais Amadora-Sintra e de Cascais
Plataforma Em Defesa do SNS toma posição, MAIS UMA VEZ POR MAUS MOTIVOS

A Plataforma Lisboa em Defesa do SNS, perante a existência de diversos e graves problemas em alguns hospitais, nomeadamente os mais recentes nos Hospitais Amadora-Sintra e de Cascais, manifesta a sua grande preocupação pelos acontecimentos e pelas consequências que estas situações estão a ter nos utentes.

De facto, no Hospital Amadora-Sintra continua a existir uma significativa falta de profissionais de saúde, designadamente de médicos, o que obrigou os anestesistas a recorrerem à greve dado que o prolongamento desta situação estava a pôr em causa a qualidade e a própria segurança na prestação de cuidados de saúde.

É urgente a solução deste problema pois há cirurgias e exames de diagnóstico a serem adiados e há grávidas a serem transferidas para outros hospitais para a realização dos partos. É também urgente fixar os profissionais de saúde em regime de exclusividade, com a garantia de um salário digno, de forma a acompanhar a evolução científica e tecnológica e a qualidade do serviço público prestado.

Quanto ao Hospital de Cascais (PPP), trata-se deste estar a ser objecto de uma investigação, por parte das entidades competentes, por suspeita de inflação do número de actos clínicos para terem como contrapartida o recebimento de maior financiamento por parte do Estado, ou seja, do bolso de todos os que pagam os seus impostos.

É urgente o apuramento dos factos para que, caso haja culpados, estes sejam punidos exemplarmente, pois é também o dinheiro dos contribuintes que está em causa.

Como se tem comprovado ao longo dos anos, a solução não passa pelo encerramento de serviços no SNS para investir no privado, como acontece com as PPP que já provaram serem ruinosas para o Estado e não trouxeram ganhos em saúde para a população.

Para esta Plataforma Lisboa em defesa do SNS, como consta da Resolução aprovada no Encontro de Saúde, realizado no passado dia 15 de Maio, a solução passa por investir mais no serviço público, com um olhar estratégico para os cuidados de saúde primários, não renovar os contratos com as PPP, começar a construir um novo hospital para o concelho de Sintra e acelerar a admissão de mais trabalhadores do SNS, valorizando as suas carreiras e remunerações.

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